foto

Estado Surdo da Memória

Ponto Nulo no Céu

Posso inventar cor ao meu sangue,
desbotar o meu semblante ou recriar as opções
Viver sem vivenciar ou beber todos os sentidos num gole só (num gole a própria sorte)

Dentro dessa cidade cinza que tomou conta do homem,
enquanto coletivo andante (dos homens) das missões itinerantes...
Dessa cidade cinza que tomou conta do homem,
enquanto coletivo andante (dos homens), itinerante nas missões

Posso desconstruir velhas paredes,
restaurar em mim a sede de engendrar outras visões que aguçam a curiosidade,
levantando a voz num grito libertário, querendo fugir...

Dessa cidade cinza que tomou conta do homem,
enquanto coletivo andante (dos homens) das missões itinerantes
Dentro dessa cidade cinza que tomou conta do homem,
enquanto coletivo andante (dos homens), itinerante nas missões

Posso riscar a minha história na trajetória transitória,
desensurdecendo a memória, segue impreciso o destino
Vago, solto, na terra onde peleio, me mato e renasço inato ao tato de toda queda,
fortalecendo meus pés e firmando meus passos
Reescrevendo sem tinta desde a partida,
essa viagem só de ida como uma página em branco esquecida
Números correndo nos relógios, contadores das horas a menos
Quanto tempo ainda temos (quanto tempo?)
Até que inunde a solidão além dos limites...

Dessa cidade cinza que tomou conta do homem?

Quanto tempo ainda temos até que inunde a solidão (quanto tempo?)
Além dos limites dessa cidade cinza?
publicidade