foto

Horizontal

Ponto Nulo no Céu

Te liberta dessa vida paralela, desconstrói as grades que te limitam nessa cela
tão cheia de vazio por onde te invade o frio as tuas primaveras
Te priva de olhar pela janela e então perceber que lá fora...

Os corações ainda insistem em se encontrar e respirar o mesmo ar,
emergindo de seus vastos mares particulares de dúvidas

Desprende e corta o fino fio daquilo tudo que fora jogado fora
No último eu das últimas horas

Os teus carnavais sempre passam de maneiras iguais
Tuas avenidas varridas de fantasias banais

Enquanto a dormência ocupa os lugares nos teus dias mais vulgares,
fecha os olhos pra sentir, esquece os ouvidos pra se ouvir
E aprendizado da fala certa se aquieta, aí o pensamento desperta,
mata de fome de nada, tanta necessidade plastificada, e não importa a cor
e não importa não, e não importa a cor que tens por fora,
a consciência ignora os privilégios
As diferenças exteriorizadas são apagadas
quando a gente entende que nada nos livra da queda (é perpendicular),
enquanto a vida erra na horizontal lá fora

E os corações ainda insistem em se encontrar e respirar o mesmo ar,
emergindo de seus vastos mares particulares de dúvidas

Os corações ainda insistem em se encontrar e respirar o mesmo ar,
imersos num mar de dúvidas, pulsando amor sem se entregar

Os corações sem se entregar
publicidade