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De São Paulo a Xangai (feat. Caio MacBeserra)

Ponto Nulo no Céu

Falta saber quanto tempo ficaremos esperando
Falta instruir a intuição a ir além do óbvio

Verticalizam horizontes aos montes, as pontes desligam, as fontes já secam até a última gota Empréstimos de estima, só pode estampa fina,
o bolso abastado e a alma vazia
Compram panos e planos, sorriem alegres enganos,
se veem sagrados humanos e, ao final, tudo é poeira e arrependimento

As cores do firmamento, quem apagou?
Tentaram me afogar num aquário de aço e ilusões,
mas não me perco nessa selva, mas não me perco,
não, não, mas não me perco nessa selva

Em troca de pequenas falsas alegrias, de dentro de suas mansões,
projetando e comprando algumas porções de exageros lícitos
e nem tão lúcidos, pra compensar as faltas tão profundas que te deixaram

Suas missões acabaram por parcas passagens nos pés das edificações dos egos
Então restaram as metrópoles cheias de corpos cegos,
gastando força e dando murro em pontas de pregos,
perfurando suas mãos em um vão entre o retrocesso e a evolução
E ao final de tudo é poeira e arrependimento

As cores do firmamento, quem apagou?
Tentaram me afogar num aquário de aço e ilusões,
mas não me perco nessa selva
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