Joanna

Doce de Côco

Joanna

Venho implorar pra você repensar em nós dois
Não demolir o que ainda restou pra depois
Sabes que a língua do povo é contumaz traiçoeira
Quer incendiar, desordeira, atear fogo ao fogo...
Tu sabes bem quantas portas tem meu coração
E os punhais cravados pela ingratidão
Sabes também quanto é passageira essa desavença
Não destrates o amor!
Se o problema é pedir, implorar:
Vem aqui, fica aqui, pisa aqui neste meu coração
Que é só teu, todinho teu
E o escorraça e faz dele de gato e sapato
E o inferniza e o ameaça,
Pisando, ofendendo, desconsiderando
E o descomposturando com todo vigor
Mas se tal não bastar o remédio
É tocar esse barco do jeito que está
Sem duas vezes se cogitar:
Doce-de-coco, meu bom-bocado, meu mau pedaço, de fato
És o esparadrapo que não desgrudou de mim...
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