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Florzinha

Maria Eugênia

Minha florzinha bateu no meu peito
Uma vontade sem jeito de te ver agora
Não deu certo, coração aguenta
Só na semana que entra... não, não chora

Saí pro mundo feito fugitivo
Como quem fora cativo anos de cadeia
Querendo ter na vida um lenitivo
Na dor o alívio, o mel das abelhas
Dando murro em ponta de faca
Comendo o pão que pra comer tem que apanhar
Se saudade matasse eu morria
Sobreviverei pra lhe encontrar

Saí no mundo pra ganhar a vida
Em terras desconhecidas, longe do meu bem
Trabalhando de sol a sol
O amor dentro do peito queimando também
Dando murro em ponta de faca
Comendo o pão que pra comer tem que apanhar
Mas também tenho um coração dengoso
Hoje amanheceu queixoso querendo amar
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