foto

No Pindurico de Uma Bailanta

Walther Morais

Sombreiro grande, barba aparada
Bombacha larga cruzo
A cancela pra o corredor
Poncho encarnado montando a anca
Firmando a estampa de um cruzador
Sapo de prata redobra o brilho
deste ruzilho marca de flor
A lua grande clareando a estrada
Alma embalando um sonho carancho
Boca da noite e a tarde se atoram
Descalço a espora defrente ao rancho...

Quem é de campo e tem o feitiço e traz por vício
Cortar caminho campear carinho nas querendonas
Adelgaça o pingo no pindurico de uma bailanta
E firma dança no contraponto de uma cordeona...

Quem faz do basto arma de lida
Sabe que a vida lhe guarda pouco quase nada...

Aquebranta as dores nesta sina estradeira
Quando a botoneira rasga madrugadas (repete)

Acerta o passo e tranca o pé nesta vaneira
Levanta a poeira nos quatro cantos da sala
A gaita velha num trancão afronteirado
Quando sai pro colorado
Me encarde as franjas do pala...

Quem é de campo e tem o feitiço e traz por vício
Cortar caminho campear carinho nas querendonas
Adelgaça o pingo no pindurico de uma bailanta
E firma dança no contraponto de uma cordeona...
publicidade