Viola Urbana

Cuitelinho - Êta Nóis

Viola Urbana

Cheguei na beira do porto, onde as onda se espaia
As garça dá meia volta e pousa na beira da praia
E o cuitelinho não gosta que o botão de rosa caia,
Ai, ai, ai...

Quando eu vim da minha terra, despedi da parentaia
Eu entrei no Mato Grosso, deu em terras paraguaia
Lá tinha revolução: enfrentei fortes bataias,
Ai, ai, ai...

A sua saudade corta como aço de navaia
O coração fica aflito, bate uma a outra faia
E os óio se enche dágua: que inté as vista se atrapaia,
Ai, ai, ai...


Nóis se cruzemo nos espiral da vida
Mais de uma vez, eu tenho consciência
De que na vida não tem coincidência, ai, ai...

Nós se gostemo e se tornemo amigo
Mil música cantemo pros nossos ouvido
Os lás e os bemóis, acordes dissonando
Perfeita harmonia, ai,ai...

Mas um dia chegou e nóis disprivinido
Caimo no chão como dois inimigo
Nos batendo, estrupiando, distruindo o construído
No fundo do tacho, um gosto de fel...

Mas um dia as abêia se movem todinha
E no milagre da lida
O amor vira mel!
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