Quinteto em Branco e Preto

Exaltação à Velha Guarda

Quinteto em Branco e Preto

Quem trabalha é que tem razão
Eu digo e não tenho medo de errar
O bonde São Januário
Leva mais um operário
Sou eu quem vou trabalhar
O bonde São Januário
Leva mais um operário
Sou eu quem vou trabalhar

Antigamente eu não tinha juízo
Mas hoje eu penso melhor no futuro
Graças à Deus
Tenho fé, vivo muito bem
A boemia não dá camisa a ninguém

Nem tudo que se diz se faz
Eu digo e serei capaz de não resistir
Nem é bom falar
Se a orgia se acabar

Nem tudo que se diz se faz
Eu digo e serei capaz de não resistir
Nem é bom falar
Se a orgia se acabar

Pelo amor de Deus!
Não diga a ela a minha residência
Eu quero até
Que ela ignore a minha existência
Se você é amigo meu
Não diga aonde eu moro
Pelo amor de Deus!
Olha, eu peço um favor
Se a encontrar
O meu endereço não revelar
Ela tem prazer em ver
Os sofrimentos meus
Não diga aonde eu moro
Pelo amor de Deus!

Se você sair chorando
Dizendo que vai embora
Meu amor, não ignoro o seu pensar
Ficarei muito contente
Vou viver com alegria
Espero seu desprezo um dia
Não vou chorar

Se você sair chorando
Dizendo que vai embora
Meu amor, não ignoro o seu pensar
Ficarei muito contente
Vou viver com alegria
Espero seu desprezo um dia
Não vou chorar

Você vai que a rua lhe convida
De que valem duas vidas sem prazer?
Tudo quanto é difícil
Dou-lhe com sacrifício
E você não sabe me compreender

Todo cargo masculino
Desde o grande ao pequenino
Hoje em dia é da mulher
E por causa dos palhaços
Ela esquece que tem braços
Nem cozinhar ela quer
Você vai se quiser
Pois à mulher
Não se deve obrigar a trabalhar
Mas não vai dizer depois
Que você não tem vestido
E o jantar não dá pra dois
Os direitos são iguais
Mas até nos tribunais
A mulher faz o que quer
Cada um que cate o seu
Pois o homem já nasceu
Dando a costela à mulher

Rir para iludir
Cantar para não chorar
Beber para esquecer
O nome daquela ingrata
Que me fez sofrer

Rir para iludir
Cantar para não chorar
Beber para esquecer
O nome daquela ingrata
Que me fez sofrer

Vivo cantando
Pra esquecer a minha dor
Conservo ainda, no peito,
Um grande amor
E o meu pranto
Parece não ter mais fim
No entanto, eu padeço
E não tens pena de mim

Rir para iludir
Cantar para não chorar
Beber para esquecer
O nome daquela ingrata
Que me fez sofrer
O nome daquela ingrata
Que me fez sofrer
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