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De Igual Pra Igual

Pedro Ortaça

Para mostrar que sou taura, mescla de bugre povoeiro;
Trago estampado na cara este jeito missioneiro
Por ter nascido cigarra eu canto agosto e janeiro
Pois pra quem toca guitarra não falta pão nem braseiro.

Não vejo desigualdade, pra mim não tem maioral
Pois onde o povo me aplaude canto de igual pra igual.(bis)

Não sou maior que os pequenos, nem sou menor que os grandes
Eu sou assim mais ou menos em qualquer lugar que ande
Conservo o mesmo critério para o humilde e para o nobre
Mas se me tiram do sério não tem quem me dobre.

Não vejo desigualdade, pra mim não tem maioral
Pois onde o povo me aplaude canto de igual pra igual.(bis)

A força ninguém me dobra, foi Deus quem me fez assim
Pois quando o mundo me cobre pago tim-por-tim
Se a vida numa manobra passa por cima de mim
É do pedaço que sobra que eu recomeço do fim.

Não vejo desigualdade, pra mim não tem maioral
Pois onde o povo me aplaude canto de igual pra igual.(bis)
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