Quanta saudade sinto da nossa casinha
Bem pertinho da pracinha da matriz lá do lugar
Ainda criança eu vibrava de alegria
Ouvindo a melodia dos sinos a tocar

Quanta saudade das fogueiras de São João
Dos arvoredos enfeitados de balão
Daquela gente gente com pés no chão
feliz rezando
A bandinha ia tocando no final da procissão

E aos domingos levantava bem cedinho
Vestia meu terninho e corria pra capela
Rezava apenas uma Ave Maria
Porque o que eu queria era ficar pertinho dela

Quantas saudade das gangorras de cipó
Quando escondia os chinelos da vovó
Da escolinha, nove oito, dezesseis
Ai meu Deus que bom seria
Ser criança outra vez

A distância ingrata
Que está nos separando
É tão longa meu bem
Que eu não estou suportando

A saudade é tão grande
O amor, meu amor bem maior
Minhas noites são tristes, vazias
Que eu vivo tão só

Sou infeliz pois não tenho você
Perto de mim
Sua ausência é triste pra mim
Triste assim

Esta distância me deixa a chorar
E não consigo a saudade afastar, afastar

Eu não sei quanto tempo ainda
Eu vou esperar
Pra fugir da distância ingrata
Que me faz chorar

Quero sorrir ter mais vida no olhar
Quero que seja mais lindo o luar
Eu já nem sei
O que fazer
Com a saudade
Sem ter você

Eu vivo a chorar,
Eu vivo a sofrer
Pois estou longe meu bem
De você, de você.

A distância ingrata
Que está nos separando
É tão longa meu bem
Que eu não estou suportando
Que eu não estou suportando
Que eu não estou suportando

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