Vida de Latino será retratada em série e livro

, 12h36, por Amanda Ramalho
Reprodução Instagram Latino

Aos 48 anos de idade e 30 de carreira, o cantor Latino prepara agora um novo projeto, além do seu âmbito musical. Sua trajetória profissional, que sempre foi bem polêmica, e muitas outras histórias serão contadas, em breve, através de um livro e de uma série que chegará ao público no ano que vem.

A trama mostrará sua história desde sua infância nos Estados Unidos, sua prisão e até mesmo a falência que passou. Os detalhes deste novo projeto do cantor foi contato pelo próprio artista durante uma entrevista à revista "Quem".

"Coleciono alguns discos de ouro na minha parede. É uma história memorável dentro dessas quase três décadas. São muitas coisas que aconteceram desde quando morei fora até hoje. Quero contar tudo. Também foram muitas pessoas que ajudei a conquistar o que têm hoje, como a Luka e a Kelly Key. Sempre fui assim de querer apostar nos outros. Ajudar o próximo".

O músico contou que desandou quando foi para os Estados Unidos morar com a mãe, Regine Dirce Lorback, quando ela se casou com um americano.

"Nos Estados Unidos fiz muita besteira, pichava, tinha muitos amigos que não prestavam. Única coisa que nunca fiz, foi usar drogas. Fui preso envolvido em um roubo de carro e deportado para o Brasil. Morei quase seis anos nos Estados Unidos. Foi lá que aprendi o meu jeito de dançar e cantar. Me chamavam de Latinboy. Fiz o ensino médio lá, montei uma boyband e comecei a animar festas. Depois, surgiu uma oportunidade de trabalhar com o David Copperfield (ilusionista) e fiquei quatro meses viajando com ele nos bastidores. Trabalhava em lojas e estudava, nos fins de semana, fazia turnês. Ali, comecei a pegar gosto pelos palcos, dançava e fazia mágica. Com o tempo, comprei um violão e passei a compor. O berço que tive nos Estados Unidos me fez ser tudo que sou hoje", contou.

O problema foi quando voltou ao Brasil, no Rio de Janeiro, e não tinha o apoio de antes. "Quando cheguei, meu pai não aceitava eu ser artista e queria que seguisse na carreira militar. Tive uma discussão com ele, acabei expulso de casa. Fui morar em uma pracinha embaixo de um viaduto do Méier. Foi ali que conheci o Edir Macedo e o RR Soares. Comecei a lavar carro e engraxar o sapato deles. Minha tia Marlene me acolheu, mas ao invés de voltar para o Engenho de Dentro, dormia ali. No fim de semana, voltava para casa dela, onde morávamos em sete. Apesar de não ter condições financeiras, minha tia me apoiava muito".

A propósito, foi essa mesma tia que o abrigou que fez com que ele insistisse na sua primeira composição, "Baby Me Leva".

"Tinha escrito a letra e joguei no lixo, porque achei muito ruim. Ela pegou e falou pra eu insistir. Já tinha ido diversas vezes no estúdio do Marlboro e ninguém me atendeu. Aí, comecei a vender sanduíche natural na praia para juntar dinheiro e pagar uma produção do Marlboro. Cheguei e falei com ele que queria pagar. Ele, malandramente, falou: 'Não vou te cobrar. Mas você vai assinar um contrato comigo'. E foi a maior cagada que fiz, fiquei quatro anos 'preso' a ele", explicou.

"Minha música estava estourada em algumas rádios do Rio de Janeiro, mas eu continuava duro, vendendo sanduíche natural na praia. Até o dia em que tive uma ideia. Dava um sanduíche todo dia para um cara da Kombi com som, para ele ficar tocando "Baby Me Leva" na frente do prédio da Sony, na hora do almoço, quando os diretores iam comer. Na primeira vez, fui dentro da Kombi e mostrei pra ele quem eram os caras. Fiz isso durante dois meses, todos os dias, mas queria que lá dentro do prédio eles também ouvissem. Cheguei lá e dei sanduíches para as recepcionistas e deixei uma fita com a minha música para elas tocarem no elevador quando eles subissem. Foi uma estratégia de manipulação porque se eu levasse minha fita lá e apresentasse para o Calainho, ia ser apenas mais um. Depois, menti para o Marlboro dizendo que na Sony estava todo mundo pirado com a minha música e ele marcou uma reunião para falar de mim. Quando ele chegou lá, eles falaram que a música já estava estourada e eles ouviam todos os dias, só não imaginavam o que eu tinha feito para eles ouvirem, mas foi aí que assinei contrato com a gravadora", contou durante a entrevista sobre seu estouro.

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