Navegações XIV / Grão de Mar / O Nome Da Cidade (Ao Vivo)

Maria Bethania

Lá no meu sertão plantei
Sementes de mar
Grãos de navegar
Partir
So de imaginar, eu vi
Água de aguardar
Onda a me levar
E eu quase fui feliz

Mas nos longes onde andei
Nada de achar
Mar que semeei, perdi
A flor do sertão caiu
Pedra de plantar
Rosa que não há
Não dá
Não dói, nem diz

E o mar ficou lá no sertão
E o meu sertão em nenhum lugar
Como o amor que eu nunca encontrei
Mas existe em mim

Mas nos longes onde andei
Nada de achar
Mar que semeei,perdi
A flor do sertão caiu
Pedra de plantar
Rosa que não há
Não dá
Não dói, nem diz

E o mar ficou lá no sertão
E o meu sertão em nenhum lugar
Como o amor que eu nunca encontrei
Mas existe em mim

Lá no meu sertão plantei
Sementes de mar
Grãos de navegar
Partir

Onde será que isto começa
a correnteza sem paragem
O viajar de uma viagem
Outra viagem que não cessa

Cheguei ao nome da cidade
Não há cidade mesmo expressa
Rio que não é rio imagens
Essa cidade me atravessa

Será que tudo me interessa?
Cada coisa é demais e tantas
Quais eram as minhas esperanças?
O que é ameaça e o que é promessa?

Ruas voando sobre luas
Letras demais tudo mentindo
Um redentor que horror que lindo
Meninos mal, mulheres nuas

É por isso

A gente chega sem chegar
Não há meada é só o fio
Será que para o meu próprio rio?
Este rio é mais mar que o mar

É pois é dos sertão, sertão
É mais