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O Que Sobrou (Part. Iky Castilho e Ramiro Mart)

Haikaiss

Iky:

Sabe quando o tempo é cinza
E nada te alivia
Nem dinheiro, nem a erva
Nem tá junto da família
Nem 'bom dia' e nem elas
Nem um rolé de skate
Essa paz e tão fugaz
Algo impede que eu aceite
Um chá que já não cura essa asia
Essa mensagem que me soa tão vazia
É que na real, a real nos distancia
Foi mal pelo mal jeito, um novo tempo se inicia
Onde a meta é ser Highlander aqui não passa nada
Tipo lobo solitário na beira da estrada
Eu vou empilhando corpos, aguardo a emboscada
Vou secando copos seqüestrando almas
As ruas estão tão tensas
Ruínas da Babilônia Restos de descrença
Umas linguagem tão densa
Quanto projétil de chumbo indo contra sua cabeça
Pensa!

Refrão
O Coração não sente, o olho enxerga, ó quem chegou
Se eu me tornei sombrio eu te pergunto o que sobrou?
Conto nos dedos quem sobrou, é hora da obra
Salvo aquele que acatou, e pra mim o que sobrou? Hein brou?

(Qualy)

Para, escute a solidão enquanto eu relaxo
Tão só que hoje o dueto é entre eu e o baixo
Humanidade um grande passo, um grande salto
A chuva ainda cai do céu e o silêncio ainda fala alto
Tô pra viver por aquilo que me convém
O que é que tem meu chapa? O mundo já é uma desordem
Tanta gente em tão pouco espaço, o mundo é tão pequeno
Se não estão satisfeitos então vazem
A mão na consciência e o pé na cova
Vivo a margem de quem sobrou porque nós somos a sobra
Sou o vinho sou a hóstia, fruto da discórdia
Sou um fruto da cidade, sou uma viagem sem volta
Um pingo de esperança

Spvic:

Pecados são opções, viver pra entender a morte
Obedecer padrões se for ousar, fornecer o próprio suporte
O obvio, vem com tempo não julgue-se mais forte
Há fraqueza em corações, azar que parece ser sorte
Escolhe: Se cala. Plantou? Descolhe
Não, não queira me manter ocupado
Quando são, me sinto errado
Elevação e desapego ao comprado
Propago o contato da audição ao meu tato
Quase tudo não programado, é isso
Deixo ao alcance dos que ouvem
Escutem Roll Over Beethoven, estudem
Essa anarquia dos tons, mudem
Lutem, só mentem quando houver
Humanidade ou um Fox Mulder
Meias verdades em dose cheias
Maldades em nossas veias
Convites pra ceias de outro corrupto
Eu vi guardar a ira e esquecer assunto
Sua mania singular de só agir em conjunto

Refrão
O Coração não sente, o olho enxerga, ó quem chegou
Se eu me tornei sombrio eu te pergunto o que sobrou?
Conto nos dedos quem sobrou, é hora da obra
Salvo aquele que acatou, e pra mim o que sobrou? Hein brou?

Ramiro Mart:

Mais, às vezes é menos uma vida temos
Pouco temos, Muito cremos, lemos só não para despejar
Vocábulos hilários mas vocabulários fortes
Músicas ilucidas são pra elucidar
Venho da curva do rio, onde a noite é frio
O dia e quente e nuvens cinzas me fizeram me adaptar
Hoje pro calor eu rio, amor congelado em desapego vil,
Nem me viu me infiltrar
Bota a cara pra morrer ou pra matar
Escolher também nos é imposto e resta atacar
Lá no morro estão de AK, as minas de celular
Tá tudo no instagram, antes mesmo de estragar
Ninguém mais quer pixar, quer postar
O jogo tá o bicho esqueceram de apostar
Preocupados com o lixo nuclear
Segurem suas filhas que meus manos
São os poucos da guerrilha que na quiseram parar



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