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Terra de Cego

Forfun

Sociedade idiotizada
A moral montada no terror
Contentamo-nos, resignamo-nos
E forjamos álibi no amor
Cordiais demais nós engolimos sapos
E fazemos tratos com o além
E constante ânsia, quase mendicância
Pra que um deus assuma ou mande alguém
Pra nos salvar de nós
Pra nos salvar de nós

Povo enfado, será malogrado
Se não acordado pro poder
De tomar o leme, ir contra o que teme
A mão já não treme, pode ver
Se não fores bravo, tu serás escravo
Minhas mãos eu lavo sem desdém
Pros porcos basta lama, o dever nos chama
E melhor que nós não há ninguém
Pra nos salvar de nós
Pra nos salvar de nós
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