Fanatismo (Sobre Poema de Florbela Espanca) [Ao Vivo]

Fagner & Zé Ramalho

Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver
Não és sequer a razão do meu viver
pois se tu és já toda minha vida

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história, tantas vezes lida!

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
De uma boca divina, fala em mim!
De olhos postos em ti, digo de rastros:

"Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como um deus: princípio e fim"
"Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como um deus: princípio e fim"

Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver
Não és sequer a razão do meu viver
pois se tu és já toda minha vida

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história, tantas vezes lida!

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
De uma boca divina, fala em mim!
De olhos postos em ti, digo de rastros:

"Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como um deus: princípio e fim"
"Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como um deus: princípio e fim"

Eu já te falei de tudo, mas tudo isso é pouco,
diante do que sinto.
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