Edvaldo Santana

Desemprego

Edvaldo Santana

Homens e mulheres todo dia cedo
Saem pelas ruas procurando emprego
Andam o dia todo a cidade inteira
Para pão e água nada na carteira
No final da tarde ele pára no boteco
Pra beber fiado tem que ficar quieto
Olha para o filho bate o desespero
A fome é um bicho que mata primeiro

Cara com satisfação tá difícil de se ver
Nada disso tem mais graça
E essa dor não cansa de me aborrecer

Ela volta para casa antes que anoiteça
A pressão subiu tem dor de cabeça
Fala pra vizinha como está difícil
Faço qualquer coisa mas não tem serviço
Dizem que isso é praga que o homem inventou
Robô que tira trampo de trabalhador
Olha para a filha e bate o desespero
A fome é um bicho que mata primeiro
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