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Nostradamus

Eduardo Dussek

Naquela manhã
Eu acordei tarde, de bode
com tudo que sei
acendi uma vela
abri a janela, e pasmei
Alguns edifícios explodiam
pessoas corriam
eu disse bom dia
ignorei
Telefonei
Prum toque tenha qualquer
e não tinha,
ninguém respondeu, eu
disse Deus, Nostradamus,
força do bem e da maldade
futuro, calamidade, juízo final
então restou
De repente na minha frente
A esquadria de alumínio
caiu, junto com vidro fume
o que fazer, tudo ruiu
Começou tudo a carcomer
gritei, ninguém ouviu,
e olha que eu ainda fiz psiu!
O dia ficou noite
O sol foi pro alem
Eu preciso de alguém
vou até a cozinha
encontro Carlota, a cozinheira
morta, diante do meu pé, Zé
eu falei, eu gritei, eu implorei
Levanta
Me serve um café
Que o mundo acabou!
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