Duduca e Dalvan

Duduca e Dalvan

Sertanejo

Igrejinha Da Serra

Duduca e Dalvan

Lá pertinho de rio Verde, no interior de Goiás
Eu vi uma história triste que não esqueço jamais;
Um casal de namorados que se amavam demais,
O casamento dos dois era contra seus pais.
A moça era milionária filha de um fazendeiro
O moço era bem pobre, mas muito bom violeiro,
Não quiseram o casamento por ele não ter dinheiro
Mas existia entre os dois um amor verdadeiro.
Ela entrou em seu quarto em um tormento sem fim
Deixou uma carta escrita, na carta dizia assim:
Papai e mamãe, desde criança que eu amo loucamente este moço.
E hoje por ele ser pobre não permitiram o nosso casamento.
Mas nós fizemos um juramento de seguir um só caminho.
La no alto da serra, deitado sobre a terra vamos morrer bem juntinhos.
Não chores papai e não fique em desespero
Guarde bem o seu dinheiro erga por mim somente uma cruz
Peço perdão ao senhor por que pelo nosso amor
Vamos entregar as nossas almas a Jesus!?
Ao ler aquela cartinha ficaram todo assustado
E lá em cima da serra os dois foram encontrado
Já não tinha mais remédio os corpos estavam gelados
Ali beberam veneno e morreramos dois abraçados.
Quem passa ali bem pertinho, rezando tira o chapéu
Reconhecendo a história e fica vagando ao léu
Lá se vê uma igrejinha toda enfeitada de véu
que não casaram na terra mas se uniram no céu!



Album: Duduca e Dalvan - Volume 7 (1983)
Gravadora: Chantecler
Ano: 1983
Faixa: 9
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