Cezar e Paulinho

Xiqueza Pura

Cezar e Paulinho

Miséria bate na casa, bate a entriga na familia
Bate a falta de comida, fica sem nada a vazilha
Quando bate uma melhora, bate o sorriso da filha
Bate o amor bate a beleza, hó meu deus que maravilha
Bate a idéia no poéta, está feita a nova trilha
Bate o sussesso na praça, mais uma estrela que brilha

O cheque bate no banco, tem que bater a assinatura
Meu modão bate na praça, sei que éxiqueza pura...

Quem bate papo demais, vira só fogo de palha
Quem bate certo e não erra, batendo eu ganha a batalha
No cantor bate a confiânça,quando ele não se atrapalha
Quem bate firme na viola, derruba qualquer muralha
Meu pagode bate firme e na loja e não encalha
Bate record de sussesso, bate em meu peito a medalha

O cheque bate no banco, tem que bater a assinatura
Meu modão bate na praça, sei que éxiqueza pura...

No morão bate a porteira, no coração a saudade
No jogo bate quem joga, não bate quem tem vontade
No bate-bate da vida, só tem valor a verdade
Tristeza bate machuca, recordado a mocidade
O fraço também bate, em quem não tem capacidade
Bate a falta de destreza, se bater peso da idade

O cheque bate no banco, tem que bater a assinatura
Meu modão bate na praça, sei que éxiqueza pura...

Bate com a cara no chão, o peão que não segura
Martelo bate no prego, o cravo na ferradura
A água bate na pedra, bate -bate até que fura
A idade bate na gente, vai embora a formosura
Doença bate pesado, pouco tempo a gente dura
Bater com ela é bobagem, o final é a sepultura

O cheque bate no banco, tem que bater a assinatura
Meu modão bate na praça, sei que éxiqueza pura...

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